1 – Startup queniana de agrotech recebe aporte de US $ 277 mil

 

A Taimba, uma startup de agrotecnologia B2B do Quênia, recebeu recentemente US $ 277.000 em financiamento da Enviu e da Fundação DOEN. A plataforma Taimba opera em dispositivos móveis e conecta pequenos agricultores rurais com mercearias, escolas, restaurantes e hospitais.

Atualmente, mais de 2.000 agricultores usam a plataforma para entregar produtos frescos a 300 varejistas urbanos. A nova rodada de financiamento de ações e subsídios da Taimba ocorre após um investimento de US $ 100.000 da Gray Matters Capital no ano passado.

A Taimba se concentrará na integração de máquinas de resfriamento em sua cadeia de suprimentos para preservar a frescura do produto, oferecendo maior flexibilidade e suprimento estável para as demandas de recursos dos agricultores. O apoio financeiro da Enviu certamente ajudará a empresa a alcançar sua expansão de linhas e mercados de produtos.

O futuro dos alimentos envolverá uma cadeia de valor de desperdício de alimentos e ciclo fechado. A eliminação do intermediário entre fazendeiro e varejista torna o processo de suprimento e demanda de alimentos muito mais eficiente.

Além disso, o fortalecimento do vínculo entre agricultores rurais e moradores urbanos é essencial para preservar as práticas de agricultura ecológica e talvez até torná-las mais inovadoras.

 

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2 – na onda da Gig economy

 

A Neighbor, startup inspirada no Airbnb, é uma plataforma que oferece armazenagem de utensílios entre vizinhos, e acaba de levantar US$ 10 milhões em rodada de investimento. É bem comum nos Estados Unidos que as pessoas façam uso de armazéns para guardar utensílios, móveis, enfim, o que quiserem. Só que isso pode ocasionar um trabalhinho a mais, já que os armazéns ficam em locais afastados dos centros da cidade. A startup tem o objetivo de unir quem precisa do serviço de armazenagem e quem está com um espaço vazio e topa uma grana extra.

3 – Brasil na contramão dos patinetes

 

A startup americana de patinetes elétricos Bird anunciou essa semana que levantou um adicional de US$ 75 milhões em uma rodada de investimento série D e elevou seu montante arrecadado para US$ 350 milhões. Na mesma semana, a empresa também confirmou a compra de sua rival na Europa, a Circ. O valor da transação não foi revelado. Lembrando que já falamos por aqui sobre a redução da operação da Grow e a saída da Lime do Brasil.

 

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4 – Investindo na natureza

 

Levando em consideração todo o impacto das embalagens de plástico, há todo um esforço em buscar soluções para neutralizar os danos causados à Natureza. Uma pesquisa desenvolvida pelo Crunchbase listou as 20 startups que mais têm investido em alternativas para embalagens de plástico e, surpreendam-se ou não, o setor, como um todo, levantou rodadas que, somadas, chegam a marca de mais de US$ 850 milhões, sendo a maioria dessa quantia somente nos dois últimos anos.

 

5 – Novas Alternativas

 

Faz algum tempo que já temos no mercado alternativas para produtos de origem animal, e podemos perceber que uma onda de consciência vem tomando conta de grande parte da população. Toda essa preocupação com a nossa “foot print” no planeta tem impactado diretamente indústria alimentícia, onde novos playes com novas ideias e alternativas vêm surgindo.

Recentemente, a startup Califia Farms, produtora de alimentos e bebidas veganas, recebeu um aporte de investidores no valor de US$ 225 milhões. De acordo com o PitchBook, este investimento na Califia representa o segundo maior aporte de VC em uma empresa da indústria plant-based, lançando a startup em direção à grandes empresas como Impossible Foods e Beyond Meat

Esta notícia, por outro lado, pode ser bem perturbadora para a indústria americana de laticínios, quando duas das maiores empresas do setor, Borden e Dean Foods, declararam falência recentemente.

 

6 – Report exclusivo

 

O investimento de companhias em startups, o Corporate Venture Capital, foi responsável por 20% de todo valor investido em startups no ano de 2018. No Brasil, a ACE realizou um mapeamento exclusivo, no qual identificamos e exploramos 138 programas de conexão entre startups e grandes empresas. Mergulhamos nas análises e cruzamos dados para trazer maior entendimento sobre como esse cenário se apresenta no país, seu grau de maturidade e oportunidades. Para ter acesso a esse conteúdo, basta clicar aqui! E tem mais: Andrei Golfeto, Product Manager da ACE, vai apresentar o report no Open Innovation Talks.

 

7 – Quando os grandes se encontram

 

Um fenômeno no universo do venture capital aconteceu nesta semana. As gigantes Andresseen
Horowitz e a New Enterprise Associates (NEA) cruzaram caminhos em três deals: as duas
participaram da rodada Série B da Instabase, dias depois a a16z investiu US$ 400 milhões na
Databricks, que pertence ao portfolio NEA e, por fim, o exit da Onshape, comprada pela PTC por US$ 470
milhões
, onde as duas eram investidoras.

A Instabase, startup nascida há 4 anos em São Francisco, é uma plataforma que possibilita empresas criarem seus próprios aplicativos através de ferramentas e frameworks. Ela anunciou uma rodada série B de US$ 105 milhões – tendo entre os investidores a a16z e NEA -, chegando a um valuation de US$ 1 bilhão.

Já a Databricks, plataforma de data analytics, recebeu uma rodada Série F de US$ 400 milhões liderada pela Andreessen Horowitz, chegando a um valor de mercado de US$ 6,2 bilhões. Com o novo aporte, a startup pretende expandir mercado e adotar uma estratégia de rápido crescimento de clientes. 

 

8 – Mais investimento gringo

 

A Cobli, empresa de IoT para veículos e logística, acaba de receber sua primeira série A, comandada pelo fundo americano Fifth Wall, que também já investiu em outras startups brasileiras como Loggi e Loft. O aporte de US$ 10 milhões será investido no desenvolvimento de novas tecnologias. Com esse novo aporte, a startup já soma US$ 17 milhões em funding. 

 

9 – Mais um unicórnio brasileiro

 

A Ebanx, startup de pagamentos que viabiliza empresas gringas em transações em moeda local, anunciou o recebimento de um aporte (de valor não informado) liderado pelo fundo americano de private equity FTV – o que a coloca com um valuation de US$ 1 bilhão. Mesmo após o investimento, os três sócios do negócio Alphonse Voigt, João del Valle e Wagner Ruiz afirmaram ao Estadão que seguem com mais de 70% das ações da empresa. 

A Ebanx é o primeiro unicórnio fora do eixo Rio – SP, o que mostra um amadurecimento do ecossistema de outras regiões do país, como a região Sul. 

Em 2019, a previsão de crescimento do faturamento é de 50% em relação ao ano passado e, mesmo com geração de caixa, entenderam que o investimento era necessário para acelerar o crescimento e a expansão pela América Latina. Colômbia é o próximo destino provável. 

O reforço vem também no time, já que a equipe deve terminar o ano com o dobro de pessoas, cerca de 800 funcionários. Além disso, uma aquisição está prevista até o fim de 2019, focando a área de processamento de pagamentos locais. 

 

10 – Alumni

 

A VirtusPay, fintech de parcelamento de compras online, recebeu sua primeira rodada de investimentos, no valor de R$ 6 milhões. Liderando o aporte, o fundo Vox Capital e o Kviv Ventures, da família Klein, que ficarão com uma fatia acionária não revelada. Com o dinheiro, a startup pretende investir em contratações, tecnologias como sistema anti-fraude e aquisição de clientes. A aproximação dos fundos aconteceu após assistirem à uma apresentação da Virtus no boostLAB, programa de aceleração do BTG Pactual em parceria com a ACE.

 

11 – VC na Big Apple

 

Fundos de Venture Capital deixaram de ser uma coisa West Coast e estão proliferando em Nova York. Nos últimos anos, fundos VC vêm ganhando espaço em Wall Street e, esse cenário tech em constante desenvolvimento, já ganhou até apelido: Silicon Alley.

Apesar do número de exits na área se manter flat desde 2012, o que tem chamado atenção é o aumento no valor desses exits. Se, desde 2013, o número de exits oscila entre 100 e 110 por ano, é visível o aumento nos cheques: um salto de US$ 4,3 bilhões para US$ 9,4 bilhões no mesmo período.

Entre as startups que se destacam na Big Apple, temos a Peloton, de bicicletas ergométricas com serviço de assinatura de vídeos, com um valuation de US$ 8,1 bilhões e um total de US$ 994 milhões levantados de VCs, e a Datadog, de monitoramento de animais, com um valuation de US$ 6,4 bilhões e US$ 148 milhões levantados de VCs. Na, pode-se incluir também – vá lá – a WeWork. 

 

12 – Acertando em cheio

 

A NOALVO, startup investida ACE, recebeu um aporte de R$ 2,5 milhões do Criatec 2, fundo de investimentos ligado ao BNDES. Após validar o produto no mercado, chegou a hora de ganhar tração e é nesse esforço que o investimento será destinado, principalmente em tecnologias de automação, marketing e a ampliação dos pontos de mídia mapeados pela plataforma. Parabéns, empreendedores!

 

13 – A Treshin recebeu aporte de R$ 830,00 até agora

 

Queremos te contar que a Trashin, socialtech de gestão de resíduos 360º, acaba de ultrapassar R$ 830 mil em investimentos. Ou seja, já são mais ⅔ da meta de captação atingida!

Entramos agora reta final! Faltam um pouco mais de 25% para a conclusão desta captação. Estamos recebendo os últimos pedidos e, como os investimentos são limitados, sua participação é garantida apenas com a transferência do valor.

Por isso, se você ainda quer investir na Trashin, acesse agora a página da rodada, faça a sua reserva e seu aporte!

Assim que a rodada atingir a meta de R$ 1,1 milhão, abriremos a fila de espera para quem não conseguir investir a tempo. 

Reconhecimento nacional

Trashin é uma das ganhadoras do Prêmio Nacional Connected Smart Cities 2019! O evento ocorreu em São Paulo, nos dias 17 e 18 de setembro, no Centro de Convenções Frei Caneca. 

O Prêmio teve como propósito promover a discussão, a troca de informações e a difusão de ideias entre governo, empresas e organizações da sociedade civil, focando no atendimento das necessidades do cidadão consciente, contribuindo para que as cidades brasileiras possam se tornar mais inteligentes e conectadas! 🏆

Trashin também foi uma das startups selecionadas para participar do programa HousingPact, em São Paulo. 

O programa é uma iniciativa de impacto social que reúne empresas como ArcelorMittal, Duratex, Fundação Espaço ECO, HM Engenharia, Impact Hub, NeoAlfa e Tetra Pak.

Esse projeto irá ajudar a levar a Trashin e o seu impacto positivo ainda mais longe!

 

14 – Xerpa recebe aporte de R$ 50 milhões

 

De olho no mercado de 24 milhões de brasileiros dependentes do cheque especial, e de 40 milhões de trabalhadores em empresas com mais 50 funcionários, a startup Xerpa acaba de receber uma rodada de investimentos Serie B de R$ 53 milhões, liderada pelo fundo de investimentos Vostok Emerging Finance, também investidor da Creditas e Guia Bolso. A plataforma permite sacar o salário quando quiser, basta a empresa contratar o Xerpay, serviço de antecipação de salário, e disponibilizar como benefício. 

 

15 – Aurem vence prêmio Empreenda Santander

 

Aurem, uma startup de tecnologia assistiva que facilita a inclusão de estudantes com problemas auditivos em salas de aula, foi vencedora da categoria Universitário Empreendedor do Prêmio Empreenda Santander. O premiação também inclui um aporte financeiro de R$ 30 mil e uma bolsa de estudos em Babson. Todos os 10 finalistas receberão mentorias da ACE Cortex nos próximos meses.

 

16 – Venture Monitor: livro dos recordes

 

PitchBook divulgou um report com os números do segundo quarter de 2019 no que toca transações de venture capital. Na onda de grandes números e ótimos resultados, o estudo destacou o recorde em valor de exits (US$ 185,5 bilhões), sendo que o IPO da Uber foi responsável por 35,9% dessa quantia. 

Já atividades de fundraising não mostram a mesma velocidade, e o número acumulado no primeiro semestre de 2019 (US$ 206 bilhões) ainda não se aproxima do recorde de 2018, que chegou a US$ 535 bilhões. Porém, a estimativa é que o número alcance pelo menos a média dos últimos 5 anos. 

Outro ponto é que o dinheiro está circulando em um volume cada vez menor de deals. 44,6% dos investimentos venture capital representam aportes acima dos US$ 100 milhões, um aumento de 25,4% em relação a 2014. Para ter acesso ao report completo, basta clicar aqui

O prêmio de tese destaque vai para healthtechs, que tem tudo para bater o recorde de 2018 em termos de investimentos. Somente neste primeiro semestre, foram 352 deals apontados na vertical, acumulando um total de US$ 4,7 bilhões. 

 

17 – Reddit recebe aporte de USD 150 millhões

 

O Reddit recebeu um aporte de USD 150 milhões do Tencent, que já despejou dinheiro no WeChat e no League of Legends. Em vez de comemorarem, os usuários da plataforma criaram uma enxurrada de memes com o Ursinho Pooh (banido na China). É uma apologia contra a censura de conteúdo imposta pelo governo chinês

 

18 – Vou de carro (alugado)

 

A Zazcar, startup brasileira de aluguel de carros por hora, recebeu um novo aporte. O FIP Inseed FIMA, um fundo de investimento em empresas de inovação em meio ambiente, investiu R$ 7,5 milhões na empresa.

Com o dinheiro, a empresa vai triplicar o tamanho da sua frota e aumentar a capilaridade em São Paulo – concluída essa etapa, um novo aporte será buscado para levar a marca para outras praças.

Além do aporte, é interessante analisar a história da Zazcar para entender as mudanças feitas no modelo de negócio para enfrentar concorrentes que não eram tão óbvios (ou sequer existiam) quando o serviço foi criado, em 2009, como táxis e Uber. 

 

19 – A DoorDash levantou mais de USD 400 milhões 

 

Entrega para você A DoorDash, startup de entregas dos EUA, levantou mais USD 400 milhões, com um valuation de USD 7 bilhões. A rodada de Series F foi liderada por Temasek e Dragoneer, e vem nem um semestre depois deles levantarem USD 250 milhões em Agosto de 2018. 

 

20 – Relatos de casamento

 

Como é a relação entre investidores de capital de risco e os empreendedores? Como os investidores agregam valor – e o quê os empreendedores consideram como um valor?

O empreendedor serial e investidor Carl Fritjofsoon resolveu fazer uma pesquisa com gestores de venture capital e empreendedores para encontrar as respostas a estas e outras perguntas.

Entre os dados mais relevantes está o fato de que não importa o tamanho do cheque, o sentimento é sempre o mesmo: a química e a relação pessoal entre os fundadores de startups e os VCs são os fatores mais importantes nas tomadas de decisão dos negócios.

 

21 – Mundo animal

 

Em um levantamento curioso, o PitchBook chegou a conclusão que animais são boa fonte de inspiração na hora de criar nomes para fundos de venture capital e private equity. Apareceram na lista: Tiger Global, Lion Capital, Octopus Ventures, Panda Venture Capital, Zebra Ventures, Elephant, Labrador Ventures e muitas outras que você confere aqui nesse link

 

22 – No radar

 

A nova tendência na previsão de megadeals prestes a acontecer é acompanhar o tráfego aéreo dos jatinhos particulares possuídos por investidores e fundos de corporate venture

Mas qual o fundamento? Em abril, uma empresa de pesquisa de investimentos contou a clientes que um jato da Occidental Petroleum Corp foi visto em um aeroporto de Omaha. Logo especulou-se que a empresa estaria lá para negociar uma ajuda financeira da Berkshire Hathaway Inc, de Warren Buffett. Dois dias depois, o bilionário anunciou um investimento de US$ 10 bilhões na Occidental – isso que é um belo pitch, aliás!

Um estudo de 2018 da Universidade de Oxford mostra evidências que trackear a atividade aérea de jatos pode ser uma boa maneira de se adiantar a grandes deals. Através do monitoramento de cerca de 36 aeronaves de empresas públicas, eles identificaram previamente sete casos de fusões e aquisições. 

Se tudo isso é suficiente para trazer mais insights e vantagens para investidores é um outro ponto. Porém, é fato que a busca por novas fontes de informações impacta diretamente nos valores das ações. É o efeito do seriado Billions na vida real.  

 

23 – Diploma startup

 

Diploma startup: O Crunchbase fez um levantamento de quais universidades americanas saíram mais fundadores de startups que receberam investimentos de US$ 1 milhão ou mais no último ano. Nenhuma surpresa aí: no topo do ranking está Stanford, seguida por MIT, Berkley e Harvard. A disputa costa Leste X Oeste está acirrada. Veja a lista completa aqui.

 

Textos de Pedro Weingertner

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